Kalachacra

 

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Kalachacra em madeira pintado a mão.

Dimensão 34X26

A palavra Kalachakra significa ciclos de tempo, e o sistema Kalachakra apresenta três desses ciclos – externos, internos e alternativos. Os ciclos externos e internos lidam com o tempo como nós normalmente o conhecemos, enquanto que os ciclos alternativos são práticas para alcançar a libertação destes dois. As estruturas dos ciclos externos e internos são semelhantes, similares ao paralelo entre o macrocosmo e o microcosmo discutido na filosofia ocidental. Isto significa que as mesmas leis que governam um universo também dizem respeito aos átomos, ao corpo e à nossa experiência da vida. As práticas dos ciclos alternativos também seguem esta estrutura de modo a nos permitir superar estas forças de uma maneira eficiente. Este é, de fato, uma das características distintivas do método tântrico anuttarayoga.

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Descrição

O tempo, no budismo, é definido como sendo uma medida de mudança. Tais mudanças são cíclicas visto que os padrões se repetem, embora os eventos de cada ciclo não sejam completamente idênticos.

A um nível externo, o universo passa através de ciclos cósmicos, astronómicos, astrológicos e históricos.

Ao nível interno, o corpo atravessa ciclos fisiológicos, muitos dos quais também produzem associados ciclos mentais e emocionais.

Além disso, assim como os universos se formam, expandem, contraem, desaparecem e depois formam-se uma vez mais, seres individuais atravessam renascimentos contínuos, repetindo nascimentos, crescimento, envelhecimento e morte.

Os ciclos do tempo externos e internos delineiam o samsara – os renascimentos incontrolavelmente recorrentes, cheios de problemas e dificuldades. Estes ciclos são dirigidos por impulsos de energia, conhecidos no sistema Kalachakra como “ventos do karma”.

Os potenciais cármicos, de fato, causam uma grande variedade de impulsos que afetam as nossas vidas. Os potenciais cármicos coletivos das ações precedentes de um grande número de seres – incluindo nós próprios – causam, por exemplo, o impulso para a evolução de um universo com ambientes específicos e formas de vida específicas em que nós e estes seres tomamos subsequentemente renascimento. Estes potenciais coletivos também causam os impulsos que dirigem as leis físicas e biológicas que governam esse universo – dos padrões climáticos dos seus planetas aos hábitos do ciclo de vida de cada espécie neles. Explicam também os impulsos por trás do comportamento diário instintivo característico de cada forma de vida.

Dentro deste contexto, os potenciais Kármicos individuais, na junção apropriada dos ciclos internos de cada ser – depois de cada morte – produzem o impulso de renascer num ambiente específico com um corpo específico. Este impulso é relativo a um ponto evolucionário particular no ciclo externo de um universo.

Todos estes factores que amadurecem do karma funcionam juntos e harmoniosamente para fornecer o “recipiente” dentro do qual nós experienciamos o amadurecimento de outros potenciais kármicos pessoais na forma de comportamento impulsivo por trás dos acontecimentos da vida.

Os muitos níveis dos ciclos de tempo externos e internos entrelaçam de uma maneira complexa.

Em resumo, o tempo não tem começo nem fim. Sempre houve e sempre haverá mudança, que pode ser rotulada como a passagem do tempo. Universos, civilizações e formas de vida animada continuamente surgem e desaparecem. A forma que tomam depende das acções e, por isso, das mentes daqueles que os precedem. É por isso que há um ajuste harmonioso entre os corpos e as mentes dos seres e o seu ambiente. Alguém nasce como um peixe para experienciar acontecimentos da vida na água, ou como um ser humano no ar, e não vice versa.